Tudo o que é abstracto,
Não tem grande mérito para mim.
Tudo o que não conseguir observar,
Analisar,
E interpretar,
Torna-se complexo demais para eu confiar.
Os sentimentos,
São algo abstracto que,
Não estão ao meu alcance para definir,
Para eu traduzir o que realmente significam.
Para mim,
Sentimentos são algo incontroláveis,
Para outros,
São algo tão simples
Que conseguem descartar,
Sentir hoje
E amanhã não lembrar.
Será tudo tão simples?
Ou serei eu complexa demais?
Será a amizade tão banal
Para todos se considerarem ‘amigos’?
E será o amor tão simples
Para todos dizerem que se ‘amam’?
Será o ódio tão forte para todos o sentirem?
Ou será que só os fracos é que o sentem?
Será a ganância tão horrível?
Se não tivermos um pouco de gananciosos
Será que lutaríamos pelos nossos objectivos?
Será que sentir prazer é pecar?
Ou será que pecar é não ter prazer no que fazemos?
Tantos sentimentos,
Tantas maneiras de sentir e interpretar,
Tanta maneira de amar e de odiar.
A diferença entre todas elas
Está nos princípios,
Está nas bases,
Está no coração.
É pelo coração que se distingue
Quando uma pessoa é gananciosa
Ao ponto de roubar,
Ou usa a sua ganância para lutar por mais.
É através do coração
Que existe a diferença de gostar e de amar,
De odiar e de não gostar,
De querer sem magoar.
Sentimentos abstractos
Alcançáveis a todos,
Mas bem aplicados por poucos.
Stéphanie Silva
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